Publicidade
Bruxelas

Poesia Não Tradicional – Movimento CoBrA

Recentemente, eu estava folheando um livro de poesia que guardei de um curso de Escrita Criativa na faculdade. O livro, Poemas para o milênio contém uma coleção de poesia moderna e pós-moderna. Continua sendo um dos meus favoritos da faculdade. O que adoro neste livro é que ele mostra o que considero um grande aspecto da poesia moderna e pós-moderna – a rebelião.

Como escritores, temos a liberdade de criar o que quisermos. Quem disse que temos que seguir as regras tradicionais? É isso que eu amo na poesia moderna – ela desafia as regras estabelecidas por seus predecessores. Tomemos como exemplo o movimento CoBrA (também conhecido como Cobra) do final dos anos 1940.

O nome CoBrA vem das cidades em que viveram os artistas e poetas – companhiapenagem, Breucaliptos, e UMAmsterdam. Nessa época, a Europa acabava de sair de um período de guerra, e esse grupo do pós-guerra buscava continuar a vida por meio da arte.

Semelhante aos dadaístas do mundo da arte, os artistas Cobra se rebelaram contra a cultura popular ocidental da época.

“Suprimimos princípios estéticos. Não estamos desiludidos porque não temos ilusões. Nunca as tivemos.”

– Constante, Manifesto Reflexo1948

Os artistas desafiaram propositadamente os princípios da estética e da forma, concentrando-se no poder das palavras. Artistas e poetas combinaram suas obras para criar uma arte que nem poderia ser vinculada a um nome.

Depois de ler o poema a seguir, você pode pensar que é uma repetição desnecessária e sem sentido. Tomado em um contexto social, porém, sua repetição, falta de letras maiúsculas e pontuação significa muito mais. Foi uma reação aos estilos populares da época

conversa maluca por Karel Appel

louco é louco

loucos são loucos

Ficar bravo é tudo

Ser tudo é loucura

Não ficar bravo é tudo

Ser tudo não é loucura

Ser nada é ser louco

Ficar bravo não é nada

tudo é louco

louco é tudo

Porque tudo é louco

No entanto, tudo é louco

E não ficar bravo é ficar bravo

Nada é louco afinal

Os não loucos são loucos

Os loucos não são loucos

louco é louco

louco louco louco

Muito do trabalho do movimento Cobra seria difícil de reproduzir aqui. Se estiver interessado, procure alguns dos seguintes artistas/poetas: Lucebert, Christian Dotremont, Asger Jorn, Gerrit Kouwenaar, Pierre Alechinsky e Hugo Claus.

O movimento do Cobra teve vida curta, embora sejam essas rebeliões que causam novos movimentos, que fazem com que os estilos gerais mudem e mudem.

Embora seja importante respeitar e honrar os estilos tradicionais, acho que também é imperativo que todo o mundo literário se rebele contra eles. Experimente com sua arte, com sua escrita. Embora nem sempre seja bem recebido, cabe a você fazer o que quiser.

Autor = Tonia Jordan

Vargas de Lima

Quem sou eu! Eu me chamo Antônio Vargas de Lima, sou amante de lugares bonitos assim como muitos são! Mas por gosta tanto de lugares e ser fascinado pelas as culturas e costumes locais resolvir fazer esse site para posta coisas bonitas e informações de todas as partes do mundo.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo